Estive hoje pensando como vem sendo difícil estudar. A cada dia estou disposto a fazer diferente, no entanto me vejo novamente fazendo as mesmas coisas, cometendo os mesmo erros de concentração e diariamente perco o foco. Mas o que me faz escrever hoje não é a vontade de lembrar destas mazelas, mas tão somente a necessidade de comunicar um fato: no dia de hoje, fui estudar fora de casa. Seria inovador, se a crise cíclica não fosse repetitiva. Ao começar os estudos, novamente senti sono e preguiça. O que fiz, e o que faremos?
Na verdade, não temos o que fazer. Se não estivesse com um amigo, ali haveria acabado minhas forças e projetos. Mas como estava com um parceiro meu, quando fiquei sonolento ele continuou a questão; metemos a cara e conseguimos realizar algumas atividades propostas. Passada a sonolência, consegui inclusive fazer uma atividade sozinho, coisa impensável uma semana antes.
"Estudar é questão de frequência", é o que nos dizem. Mas pelo que vi hoje, estudar vai além, e envolve dois tipos de frequência: a temporal e a "místico-psicológica". Esta última frequência inventei, porque ela consegue exprimir o que senti hoje à tarde. Verdade é que com a prática da frequência temporal conseguimos facilitar e manter vivos os "processos mentais de aprendizagem". E com a frequência mental correta, estudar se torna, além de fácil, agradável.
Agradável foi como me senti ao ir no Restaurante Universitário, tomar uma sopa e, ao invés de ir para casa, voltar à biblioteca para estudar. Me senti profundamente agradável porque é assim que é a frequência psicológica, e parece-me bem razoável enfatizar que ela vem quando conseguimos alguns avanços através da frequência temporal.
Não importa o que estudemos: estudar é, sem dúvida, uma questão ambígua de frequência, de profundo caráter dialético.

