quarta-feira, 28 de maio de 2014

Com que "Frequência" você estuda?

           Estive hoje pensando como vem sendo difícil estudar. A cada dia estou disposto a fazer diferente, no entanto me vejo novamente fazendo as mesmas coisas, cometendo os mesmo erros de concentração e diariamente perco o foco. Mas o que me faz escrever hoje não é a vontade de lembrar destas mazelas, mas tão somente a necessidade de comunicar um fato: no dia de hoje, fui estudar fora de casa. Seria inovador, se a crise cíclica não fosse repetitiva. Ao começar os estudos, novamente senti sono e preguiça. O que fiz, e o que faremos?
          Na verdade, não temos o que fazer. Se não estivesse com um amigo, ali haveria acabado minhas forças e projetos. Mas como estava com um parceiro meu, quando fiquei sonolento ele continuou a questão; metemos a cara e conseguimos realizar algumas atividades propostas. Passada a sonolência, consegui inclusive fazer uma atividade sozinho, coisa impensável uma semana antes.
          "Estudar é questão de frequência", é o que nos dizem. Mas pelo que vi hoje, estudar vai além, e envolve dois tipos de frequência: a temporal e a "místico-psicológica". Esta última frequência inventei, porque ela consegue exprimir o que senti hoje à tarde. Verdade é que com a prática da frequência temporal conseguimos facilitar e manter vivos os "processos mentais de aprendizagem". E com a frequência mental correta, estudar se torna, além de fácil, agradável.
           Agradável foi como me senti ao ir no Restaurante Universitário, tomar uma sopa e, ao invés de ir para casa, voltar à biblioteca para estudar. Me senti profundamente agradável porque é assim que é a frequência psicológica, e parece-me bem razoável enfatizar que ela vem quando conseguimos alguns avanços através da frequência temporal.
            Não importa o que estudemos: estudar é, sem dúvida, uma questão ambígua de frequência, de profundo caráter dialético.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O Q da questão

Porque escrevo sobre tudo isto?

Em breve2

Em breve.

Em breve1

Em breve.

O que me faz falta

             

                     Este post aqui é somente para lembrar que as máquinas - me referindo aqui a computadores - conseguem fazer um monte de coisas por nós. Mas ainda preciso de um gravador para gravar pensamentos. Nem sempre tenho vontade de escrever ou de gravar minha própria voz. Que fique aqui registrada a minha extrema necessidade humana em relação à máquina.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dialética Humana

       

               Hoje estive pensando: qual o segredo para relacionamentos humanos sadios? É uma questão lugar-comum e mesmo assim tem cara de nova. Relembrei dela porque me passou pela cabeça a lembrança das pessoas que esperam no outro a sua felicidade.
               Talvez eu não seja o único a enxergar que quando uma relação humana vai mal, mais de 50% da culpa está na gente. Porque? porque o outro tem a tendência a dar um retorno daquilo que recebem, e vice versa, com pequenas variações. No geral, fazem conosco aquilo que sugerimos que queremos que façam. isto pode até parecer confuso, mas o fato é que muitas vezes escondemos aquilo que somos e projetamos um ideal de pessoa, e, numa relação mais duradoura, a imagem se desgasta e só fica aquilo que realmente somos, e de quebra, aquilo que queremos (pode ser bom ou ruim) sem nem ao menos saber que queremos.
          Quantas vezes ouvimos as reclamações amorosas de amigos? pra variar, as questões são sempre as mesmas: ele(a) não me dá atenção, não quer nada sério, não me respeita, não tem tempo para mim, não me escuta, quando quero discutir a relação, ele muda de assunto, parece não gostar de mim, etc. Quando escuto isto, logo penso, e às vezes até digo: mas o que você anda fazendo que promove no outro aquilo que ele tem de mais ruim, de mais perverso?
          Mesmo que achemos que não, o que parece é que ainda não entendemos alguns dos ensinamentos clássicos, do tipo: "educai a criança e não será necessário punir o adulto" (Pitágoras), ou "é dando que se recebe" (São Francisco?), ou ainda o "conhece-te a ti mesmo" (aforismo grego de Delfos). Na maioria das vezes, esquecemos o movimento que nossas palavras e atitudes realizam antes de voltar até nós.
          Viver com o outro, se relacionar com, sempre perpassa a questão do crescer junto, cuidar e, principalmente, educar o outro e ser educado por ele. Não adianta deixar de fazê-lo, porque se negligenciamos a relação, as "lições escolares" virão de qualquer jeito, como um professor que não prepara as aulas mas no dia seguinte é obrigado a entrar na sala de aula e inventar qualquer coisa para desenvolver com os alunos.
          Este educar o outro inicia com o autoconhecimento, ou o educar-se, onde passamos a entender quais são nossos gostos, nossos prazeres e nossos limites, seja de paciência, de perdão, ou de decisão em continuar ou não a relação. Todos temos limites, e quanto mais estes ficam claros para nós, mais ficam claros também para o outro. E se sabemos o que queremos, também fica mais fácil para o outro respeitar nossos limites e tentar dar também ele o melhor de si, para-si e para-o-outro.
          Mas se não nos concedemos esta auto reflexão, nos veremos sempre envolvidos em relações que não nos fazem crescer. Abrimos a boca e até fazemos críticas, sem refletir que a resposta do outro ao que somos se dá com base naquilo que aparece e não naquilo que achamos que somos e queremos: Apontamos para o leste e vamos caminhando para oeste. Como entender pessoas que não agem de acordo com aquilo que dizem?
          Se desejamos uma relação madura, precisamos, antes de tudo, amadurecermos. E para amadurecermos, precisamos viver, nos conhecer e sabermos nos posicionar, sem sermos chatos ou metódicos. Acredite, estaremos fazendo um grande favor para o outro, para a humanidade e, principalmente, para nós mesmos.